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Líder da oposição de Taiwan visita China continental entre 7 e 12 de abril

Líder da oposição de Taiwan visita China continental entre 7 e 12 de abril

A presidente do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, aceitou hoje um convite do Presidente chinês, Xi Jinping, para visitar a China entre 07 e 12 de abril.

Lusa /
Ann Wang - Reuters

Cheng, que assumiu a liderança do partido em novembro, manifestou o desejo de que ambas as partes trabalhem em conjunto para "promover o desenvolvimento pacífico das relações através do Estreito, reforçar os intercâmbios e a cooperação, contribuir para a paz no estreito de Taiwan e melhorar o bem-estar da população", informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

O diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Song Tao, afirmou que, desde que assumiu a liderança do KMT, Cheng "expressou em múltiplas ocasiões o desejo de visitar o continente", segundo declarações citadas pelo mesmo órgão.

"Com o objetivo de promover o desenvolvimento pacífico das relações entre o Partido Comunista da China (PCC) e o Kuomintang, anuncio, com a devida autorização, que o Comité Central do PCC e o secretário-geral Xi Jinping dão as boas-vindas e convidam a presidente Cheng Li-wun a liderar uma delegação do Kuomintang numa visita a Jiangsu, Xangai e Pequim, de 07 a 12 de abril", declarou Song.

Durante um encontro com o Clube de Correspondentes Estrangeiros de Taiwan, Cheng reafirmou, na passada segunda-feira, a intenção de se reunir com Xi para lhe transmitir que o "caminho da paz" entre Pequim e Taipé é "politicamente viável".

"Temos uma via diferente da guerra e da destruição, temos uma alternativa. Mas essa alternativa exige esforço de ambas as partes, não se trata de um desejo unilateral. Pequim também tem de demonstrar boa vontade e sinceridade", afirmou a líder da oposição, de 56 anos.

A antiga deputada venceu as primárias do Kuomintang (em mandarim, Partido Nacionalista Chinês) em outubro do ano passado com um discurso conciliador em relação a Pequim, ao contrário do antecessor, Eric Chu, que não visitou a China durante os quatro anos em que liderou o partido (2021-2025).

A visita surge num contexto marcado pelo agravamento das relações entre Taiwan e a China continental, que considera a ilha -- governada de forma autónoma desde 1949 - como uma "parte inalienável" do seu território e nunca excluiu o recurso à força para assumir o seu controlo.

O anúncio acontece também pouco depois de Trump ter revelado que visitará a China entre 14 e 15 de maio para se reunir com Xi, uma deslocação inicialmente prevista para entre o final de março e o início de abril, mas adiada devido à guerra no Irão.

Entre os temas que poderão ser abordados nesse encontro está precisamente a venda de armamento a Taipé.

Numa chamada telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "lidar com prudência" com o envio de armas para Taiwan, sublinhando que a ilha constitui a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.

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